Realojamentos definitivos das famílias na Madeira termina em 2013‎


Há precisamente dois anos, a Madeira vivia um dos piores momentos da sua história: um temporal, ao que se seguiu um aluvião, provocou 43 mortos, seis desaparecidos, centenas de desalojados e prejuízos materiais de mais de mil milhões de euros.

Dois anos depois, ainda há famílias por realojar na Madeira e à medida que são realojadas em definitivo, recebem auxílio da Cáritas.
José Barbeito, presidente da Cáritas Madeira refere que a ajuda passa por fornecer “mobília, electrodomésticos e ‘kits’ com roupa”.
Já o presidente da Câmara do Funchal, Miguel Albuquerque, reconhece que ainda há muito a fazer, em especial no que se refere à prevenção de vulnerabilidades.
“Há sobretudo a recuperação, do meu ponto de vista essencial, do coberto vegetal nas serras”, refere o autarca. “Como senão bastasse o aluvião de Fevereiro, tivemos um incêndio devastador que fez com que o trabalho de reflorestação que tinha quase 20 anos tivesse desaparecido em grande parte das serras da Madeira”, lembra Miguel Albuquerque,
Ainda há famílias que não se sabe se poderão voltar às suas antigas habitações, mas o presidente da Câmara considera que, depois da tragédia, as pessoas começaram a interiorizar que as zonas onde vivem podem ser de risco.
Por estes dias, o receio é também outro: que fiquem paradas as obras de recuperação que ainda estão por fazer. “Se calhar na altura o Governo preocupou-se mais com a Festa da Flor do que com o que as pessoas precisavam e agora neste momento também não têm fundos”, queixa-se Sívio Santos, residente em Santo António, na parte alta do Funchal.

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